domingo, 10 de junho de 2007

Uma loira, uma morena e dois perdidos

Sexta foi um dia foda. Por isso, resolvi passar na casa do Naja (esse é o apelido do meu amigo porque quando ele vai trovar alguma mina bêbado, fica dançando na frente dela que nem aquela cobra quando sai do cesto). Tinha um vinhoto meia boca na geladeira dele. Em dez minutos acabou e, nesse período, a gente até falou algo sério, sobre trabalho e tal. Bem, aí, a gente decidiu ir pro oito e meio. Lá dentro, de cara, metemos um whisky (dose). Mas logo a gente foi pra ceva, porque não desceu bem. Bem, aí tava rolando aquele momento de observação da festa. Eu e ele no meio da pista. Os dois parados, enquanto a festa bombava. Eu realmente não sei dançar, nem o naja. Mas lá pela metade da festa a gente já acredita que sabe. Bueno, numa dessas, o naja diz que vai pro banheiro e não volta mais. Tô eu sozinho parado no meio da pista com uma garrafa embaixo do braço. Já tavam me olhando meio estranho, tipo: porque esse cara de jaqueta jeans branca tá ali parado? Nisso me toquei e fui atrás dele. Tava desaguando no banheiro, quando, do nada ele entra:
- ô meo, encontrei a fulana.
- que fulana?
- a fulana, amiga da morena que tu pegou o telefone aquela vez.

Bom, aí fudeu. Só pra vocês entenderem, essa morena é uma mina que me deu o telefone há um mês atrás e sempre que eu liguei ela não atendeu. Porra, mulher pede pro cara ligar e, quando eu faço isso, simplesmente não atendem. Bueno, fui procurar ela. Peguei uma ceva e saindo do bar dou de cara com ela. Acho que ela se ligou e deve ter pensado:
- Putz, aquele cara chato que me arrependi de dar o fone. O que ele faz com essa jaqueta jeans branca? Será que é da irmã dele?
Cheguei nela direto e falei:
- Pô, te liguei trocentas vezes. Porque tu não atendeu?
- Ah, eu ia responder, mas esquecia. (ela disse responder porque enviei umas 10 mensagens também.)
- Tudo bem, hoje a gente tira o atraso.

Nisso ela dá um sorrisinho e vai embora. Bom, eu achei que tava legal pro meu lado. Fiquei ali parado, esperando ela passar de novo por perto do bar. Aí o naja me deu a real.
- Cara, ela nunca quis responder as ligações, só falou isso pra ficar mais simpático pro lado dela .
Porra. Daí fiquei muito puto da cara e fui atrás dela.

Encontrei ela ali perto do bar mesmo, com uns amigos e amigas. Quando ela me viu chegando deve ter pensado: Putz lá vem o mala de novo. E essa jaqueta jeans branca? Certo que é da irmã dele.
Bem, cheguei, pararam de falar e ficaram me olhando. Aí pensei algo rápido e larguei:
- Tu nunca quis que eu ligasse né, porque me deu o fone então? Hein? Tu não quer que eu ligue mesmo né? Eu quero ligar de novo, posso? Ou tu não vai atender?

Sim. Eu vomitei umas 6 perguntas. Ela ficou me olhando e disse, sim (ou não sei). Aí eu fiquei mais um tempo parado olhando pra ela. E os outros me olhando também. Aí pensei: ela respondeu qual pergunta? Aliás, que perguntas eu fiz? Na dúvida eu saí. E fiquei pensando: será que a resposta dela teria sido positiva pra mim? Não, não. Melhor eu perder essa mania de maquiar os foras que levo.

Bueno, voltei e encontrei o naja no meio do caminho. Nisso ele pára uma loira e diz:
- Eu te conheço de algum lugar, eu te conheço sim.
Só que ele falou com tanto entusiasmo que todo mundo acreditou que era verdade. Na real até ele acreditou nisso. Bom. Depois de um breve bate-papo a loira e as amigas foram no banheiro. Nisso trocentos caras tavam chegando nelas. A gente foi no balcão pegar mais uma ceva. Cinco minutos depois a loira e uma amiga aparecem ali. Daí a gente ofereceu ceva e ficamos ali bebendo. Nisso eu já tava num trago, mas eu tava disfarçando bem. É que eu desenvolvi uma técnica para fingir que não to bêbado: basta formular a frase antes de falar. E então falar pausadamente. O foda é que o naja tava bêbado também, mas não disfarçava porque achava que tava sóbrio. Ele Ficava dançando olhando pra loira. Eu fiquei ali, servindo ceva pras amigas da loira que foram chegando. Em determinado momento a loira pegou na minha mão e me chamou pra pista, mas na real era pra nós, eu e o Naja, seguir ela. Só que aí fudeu. O naja ficou brabo comigo e saiu resmungando em direção ao banheiro. Eu fui atrás.

Foi então que a cena mais bizarra da noite aconteceu:
A gente começou a discutir sobre a loira. À esquerda, adivinha, tava a morena (sim, aquela do telefone) se pegando com um cara e olhando pra mim. Devia ta pensando: Bah, óbvio que com a jaqueta jeans branca da irmã dele ele não vai pegar nada hoje. À direita. duas loiras gatas vieram perguntar 3 vezes (TRÊS VEZES) se tava tudo bem com a gente. Aí a gente dizia, tá sim, a gente é amigo de infância. Recapitulando, o naja me xingando, a morena se pegando com um cara e duas loiras (DUAS LOIRAÇAS) se largando absurdamente. Foda. Lembro que em determinado momento eu e o Naja fizemos as pazes e fomos beber keep Cooler, porque a ceva já não tava mais descendo. E lá no balcão o Naja falou: aquelas loiras que vinham falar com a gente eram gatas né? Bom, ficamos dez segundos em silêncio e começamos a nos lamentar sobre a mancada. Depois a gente até tentou encontrar as loiras de novo, mas não rolou. No fim das contas a gente voltou pra pista, ficamos ali dançando (sim, agora a gente já achava que sabia dançar) e eu peguei o tel. de uma mina que curti pacas. Liguei hoje de tarde e ela não atendeu. Normal né, ela devia tá dormindo. Bom, vou tentar mais umas trinta vezes se não rolar vou procurar um psicólogo. Ou uma benzedeira. :)